quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Europa quer electrodomésticos mais fáceis de reparar


A partir de 2021 a Europa vai exigir que os fabricantes de electrodomésticos produzam equipamentos mais duradouros e que garantam o fornecimento de peças para reparação durante um período de 10 anos.

O "direito à reparação" é algo que tem dado bastante que falar, especialmente quando nos EUA se assistem a situações caricatas em sentido contrário, de produtos onde os utilizadores nem sequer podem mexer num único parafuso ou usar peças de substituição não oficiais. A medida europeia do direito à reparação, que se aplicará a produtos como máquinas de lavar louça / roupa, frigoríficos, e equipamento de iluminação, é bem vinda mas há quem alerte que ainda é insuficiente.

Isto porque a medida apenas garante o acesso às peças por profissionais e não pelos consumidores finais, o que poderá colocar entraves em que se quiser aventurar nas reparações pelas suas próprias mãos (e muitas vezes, são coisas realmente simples que qualquer pessoa poderia fazer). No entanto, os fabricantes dizem que isso acarretaria "riscos adicionais"...

Seja como for, para além das peças, os fabricantes terão também que fazer os possíveis por facilitar o acesso às peças, usando ferramentas comuns, e sem causar danos adicionais no produto. Leia-se: nada de usar parafusos específicos, ou "colar tampas" que depois têm que ser arrancadas à força, arriscando-se a partir qualquer coisa.


Eu só acho que se deveria reforçar esta medida com uma análise mais cuidada aos produtos com "obsolescência programada", aqueles que quase sempre insistem em se avariar logo após o fim do período de garantia... E que me parece que mereceriam uma exposição e penalização ao nível do "dieselgate".

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