sábado, 16 de maio de 2015

Como funciona um sensor de movimento PIR


Os sensores de movimento são aparelhos que já se tornaram tão comuns na nossa sociedade, que poucos são os que param para pensar: "mas como é que eles funcionam?" Mas há sempre quem seja um pouco mais curioso(a), e por isso vamos espreitar como eles são por dentro e como detectam o movimento à distância.

Um sensor de movimento é uma designação genérica, podendo a aplicar-a mil e um sistemas diferentes de detecção. No entanto, vamos focar-nos naqueles que são mais comuns, e que usam um sensor PIR (Passive Infrared Sensor).

Um sensor PIR é um pequeno detector que tem capacidade para detectar radiação infra-vermelha (calor), e que tem a particularidade de contar com dois (ou mais) detectores no seu interior. Isto permite-lhe ver não só uma única zona, mas sim duas. Porque é isto importante? Com uma única zona não saberíamos se estava realmente a haver movimento, ou se estaríamos perante uma simples mudança de temperatura - com duas, é fácil detectar movimento, pois uma das zonas dirá que está a detectar "algo", enquanto a outra serve de referência (e quando o movimento passar para a outra zona, acontecerá o mesmo, de forma inversa).

Mas, detectar o movimento em apenas duas zonas específicas não é lá muito útil quando se quer detectar movimento numa área mais alargada... e aí surge a segunda componente, mais visível, destes sensores de movimento: as suas lentes fresnel.



As lentes fresnel, que podem surgir em formatos cilíndricos, esféricos, ou outros, permitem focar um campo de visão alargado (sendo afinadas para a distância e ângulo de visão desejado) na área do pequeno sensor PIR.

E é assim que, de uma forma simples e bastante económica, hoje em dia podemos ter coisas como as portas automáticas que se abrem quando nos aproximamos, luzes a acender quando passamos num corredor, ou detectar a entrada de intrusos nas nossas casas combinando-os com sistemas de alarme.

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