domingo, 17 de novembro de 2013

Câmaras de vigilância domésticas ao serviço da Polícia


Por cá, ter uma câmara apontada para um local público é algo que pode dar problemas, mas é curioso ver que noutros lados é algo que está a ser incentivado pelas autoridades. Em Nova Orleães, foi instalado um sistema de câmaras de vigilância espalhadas pela cidade para tentar reduzir os níveis de criminalidade, mas a maioria das câmaras tem problemas ou simplesmente nem funciona. Daí que se tenham lembrado de tentar outra abordagem... usar as câmaras que os próprios cidadãos instalam nas suas casas.

As autoridades não têm acesso em tempo real às imagens das câmaras, mas têm acesso à sua localização, assim sabendo que pessoas contactar no caso de algum incidente ter ocorrido naquela área, para que possam analisar as imagens recolhidas. De entre todas as possibilidades que nos podem levar para uma sociedade permanentemente sob vigilância, acho que este sistema acaba por ser um dos que me parece oferecer um melhor equilíbrio entre o estado/pessoas.

Por um lado acaba-se a "facilidade" que um sistema centralizado sob o controlo das autoridades pudesse ser abusado por um qualquer operador, que poderia espiar quem bem entendesse; por outro lado, as câmaras a cargo de cada pessoa agem como se a pessoa estivesse à janela e visse algo que se estivesse a passar: não me parecendo portanto que seja algo que invada a privacidade dos vizinhos ou das pessoas que passem à sua porta.

... Será que alguma vez veremos algo deste género implementado em Portugal?

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