sábado, 19 de outubro de 2019

Helium quer libertar IoT das mensalidades 4G e 5G


O Helium quer ser uma rede peer-2-peer gratuita que disponibilizará acesso wireless à internet para os equipamentos IoT com hotspots que pagarão em criptomoeda a quem suportar a rede.

Os operadores de telecomunicações têm estado bastante animados quando à chegada do 5G, dizendo que irá fazer maravilhas pela "Internet of Things", mas esquecem-se de referir que esse futuro risonho é completamente insustentável nos moldes actuais, de cobrar uma mensalidade por cada cartão SIM e dispositivo. A maioria das pessoas já pagará a custo o acesso à internet feito a partir dos seus smartphones, quando mais pagar por uma dúzia de sensores, câmaras, localizadores GPS e outras mais coisas que se forem juntando à colecção. É certo que muito apreciaríamos a funcionalidade de ter acessórios ligados à internet onde quer que estivessem... mas não se isso for acompanhado de uma mensalidade acrescida.

Acreditando que os operadores de telecomunicações não irão disponibilizar planos adequados num futuro próximo, o Helium quer criar uma rede P2P gratuita para ligar os dispositivos IoT, e para isso conta com uns pequenos hotspots com cobertura de longo alcance. O seu protocolo LongFi promete atingir distâncias 200 vezes superiores ao WiFi convencional, pelo que bastariam algumas dezenas de hotspots para cobrir uma cidade inteira.

A utilização da rede é gratuita, mas quem comprar os hotspots ($495) poderá ir rentabilizando o investimento, pois irá receber criptomoeda da Helium pelo serviço prestado. Embora este não seja o único sistema de comunicações IoT que queira escapar às mensalidades das redes 4G/5G (temos o LoRa, por exemplo), vem demonstrar que há interesse acrescido nestas alternativas, que serão indispensáveis para que realmente se possa ter toda a multiplicidade dispositivos IoT ligados à internet, sem pagar dezenas ou centenas de mensalidades de dados.

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