sábado, 9 de março de 2013
Um PC que Parece um Aquecedor com Estilo
Se um tradicional caixote de um PC é algo que não destoa em cima (ou por baixo) de uma mesa de escritório, quando se trata de ter um PC na sala de estar a cumprir as funções de Home Theater PC (HTPC) ou media center as coisas mudam-se drasticamente. Existem inúmeras caixas para PCs destinadas a este fim, e que lhe permitem passar mais despercebidamente entre a restante aparelhagem (amplificadores, leitores, etc.) mas dependendo do estilo de decoração escolhido para vossa casa, até isso pode não ser "aceitável".
Este Project Ayr resolve o problema colocando um PC numa caixa de madeira e imitando um aquecedor, que passará despercebido à maioria das pessoas. (E considerando que os PCs aquecem, até é da forma que se está a juntar o útil ao agradável.)
No seu interior temos um PC completamente "solid state" e silencioso, dispensando as habituais partes móveis e ruidosas (como as ventoinhas e discos magnéticos rotativos). O CPU é um Intel Core i3-3225, vem com 8GB de RAM, tem um SSD Intel, fonte de alimentação Pico de 150W, e um dissipador passivo Silverstone HE02. Embora neste caso esteja a correr Windows 8, nada vos impede de lá colocarem o sistema operativo da vossa preferência, ou um XBMC.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Viver num "Armário" por 450€ Mensais
Da próxima vez que pensarem que vivem num apartamento pequeno, talvez queiram reconsiderar a noção de "pequeno". Em Tóquio, um dos locais mais densamente povoados do planeta, o preço das habitações é exorbitante... mas poderão não saber até que ponto é que alguns japoneses estão dispostos a ir para arranjarem sítio para viver por lá. Este micro-apartamentos claustrofóbicos serão certamente mais pequenos que alguns armários que por cá temos, mas há quem pague 450€ mensais para lá poder habitar.
No entanto há quem relembre que seria possível encontrar apartamentos mais espaçosos por valores idênticos, mesmo que para tal tivessem que ficar nos arredores de Tóquio. Mas só de pensar que por cá o nosso ordenado mínimo apenas daria para pagar o aluguer dum destes apartamentos-armário, demonstra bem que a distância que nos separa do Japão é bem maior que a mera distância geográfica.
Se este tipo de caixotes fosse coisa para se pagar 50 ou 100€ mensais, ainda compreenderia que houvesse interessados... agora, pagar uma renda "à grande" por um espaço que pouco mais permite que lá ter o colchão, não obrigado!
P.S. Por outro lado, é da maneira que garantidamente estas pessoas não podem acumular as tralhas supérfluas que habitualmente vão ocupando todos os espaços livres em nossas casas. :)
terça-feira, 5 de março de 2013
Prédio Auto-Demolível que Encolhe
A engenharia chegou a um ponto que permite a construções de gigantescos prédios que quebram a horizontalidade das nossas cidades. Mas nada é eterno, e hoje em dia os engenheiros não só têm que se preocupar com a forma mais eficiente de construir estes gigantes... como também de os demolir quando isso vier a ser necessário.
No japão a densidade populacional é tanta que os métodos convencionais de demolição não podem ser utilizados em grande parte dos casos; e por isso inventaram um novo sistema que permite que os prédios simplesmente "encolham" até desaparecerem.
Parece magia...
Japan presents the Incredible Shrinking Building por videosonlytube
domingo, 3 de março de 2013
A Validade dos Alimentos
Até se torna assustador pensar como é que há ainda pessoas que têm que se desenrascar sem acesso a modernices como o frigorífico e o congelador. Sem estes preciosos auxiliares, as nossas ementas gastronómicas seriam bem diferentes - ou pelo menos obrigariam à utilização de ingredientes sempre frescos (e que nem sempre seria possíveis de arranjar simultaneamente).
A tabela que se segue mostra a validade de diversos alimentos, conforme sejam guardados numa despensa à temperatura ambiente, num frigorífico, ou congelados.
Foi da maneira que fiquei a saber que não se devem congelar batatas, e que o sempre surpreendente mel (que tem validade infinita) se pode conservar à temperatura ambiente ou ser congelado, mas que não é recomendável colocar no frigorífico (se alguém souber porquê, que me diga que fico agradecido).
Cliquem na imagem abaixo para ampliar.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Caixa Anti-Humidade para Máquinas Fotográficas (e não só)
A correcta arrumação de equipamentos electrónicos delicados - como é o caso das máquinas fotográficas - nem sempre é algo que está presente na consciência das pessoas... até ao fatídico dia em que se lembram de tirar a máquina da mochila ou do armário onde a guardaram, e se arriscam a ter um amontoado de bolor e fungos que obrigarão a uma limpeza dispendiosa da máquina. O meu amigo André Henriques explica como se pode fazer uma "caixa seca" que mantenha o material fotográfico devidamente acondicionado sem essas preocupações, por um custo bastante reduzido.
Por muito cómodo que possa ser, as mochilas ou bolsas não são o lugar ideal para guardar o equipamento fotográfico. Bastará apanharem um pouco de chuva ou humidade para se tornarem num ambiente propício (humidade e escuridão) para a criação de fungos nas lentes. Por isso, resolvi criar a minha própria caixa seca para guardar o material fotográfico de forma mais adequada.
O material utilizado e a montagem foi a seguinte:

Consegui assim guardar 2 máquinas com punho, 5 objectivas (50mm, 24-70mm, 70-200mm, 12-24mm, 18-105mm) e 3 flashes.
No total, gastei apenas 14€. A espuma, acrílico para a prateleira, fita de calafetar e fita de dupla face já estavam cá por casa, pelo que no vosso caso poderá representar alguns poucos euros adicionais.
A tampa é transparente para ajudar a prevenir o aparecimento de fungos. Poderia (e seria ideal) ter optado por uma caixa totalmente transparente, mas optei por esta caixa escura translúcida para manter o material mais escondido dos olhares indevidos. As lentes são guardadas sem tampas para que a luz ajude a prevenir o desenvolvimento de fungos.
O objectivo é manter o nível de humidade entre os 40% e 50%, o que pode ser conseguido colocando ou retirando embalagens de sílica na caixa. Não é conveniente reduzir a humidade para níveis extremamente baixos para evitar a secagem da lubrificação própria das lentes.
Ao fim de algum tempo a sílica pode saturar - notarão quando os níveis de humidade indicados no higrómetro começarem a subir - mas bastará colocar as embalagens durante cerca de 30 segundos no microondas e depois ao ar para a humidade evaporar (de notar que deverá ser ao ar livre e se deve evitar respirar os vapores). Será necessário repetir este processo 4 ou 5 vezes para ela perder a humidade absorvida e voltar ao seu estado de absorção inicial e assim poder ser usada durante muitos anos.
[por André Henriques]
Por muito cómodo que possa ser, as mochilas ou bolsas não são o lugar ideal para guardar o equipamento fotográfico. Bastará apanharem um pouco de chuva ou humidade para se tornarem num ambiente propício (humidade e escuridão) para a criação de fungos nas lentes. Por isso, resolvi criar a minha própria caixa seca para guardar o material fotográfico de forma mais adequada.
O material utilizado e a montagem foi a seguinte:

- Caixa Samla 22l (3€) + tampa (1€) + fechos (0,5€) - IKEA
- 4 embalagens de Sílica (6,5€) e higrómetro (3€) - eBay
- Recortei um bloco de espuma para o fundo, à medida do fundo da caixa, para servir de apoio ao material.
- Prateleira em acrílico à medida, forrada a espuma (feita com um ticotico e pistola de ar quente). A espuma foi colada com fita de dupla face.
- Caixa com a esponja colocada no fundo e algumas laterais para servirem de apoio às objectivas que iria usar.
- Fundo da caixa. onde arrumei os flashes e 3 objectivas.
- Prateleira amovível encaixada no lugar e restante material arrumado.
- Caixa fechada, higrómetro colado e tampa isolada com fita de calafetar.
Consegui assim guardar 2 máquinas com punho, 5 objectivas (50mm, 24-70mm, 70-200mm, 12-24mm, 18-105mm) e 3 flashes.
No total, gastei apenas 14€. A espuma, acrílico para a prateleira, fita de calafetar e fita de dupla face já estavam cá por casa, pelo que no vosso caso poderá representar alguns poucos euros adicionais.
A tampa é transparente para ajudar a prevenir o aparecimento de fungos. Poderia (e seria ideal) ter optado por uma caixa totalmente transparente, mas optei por esta caixa escura translúcida para manter o material mais escondido dos olhares indevidos. As lentes são guardadas sem tampas para que a luz ajude a prevenir o desenvolvimento de fungos.
O objectivo é manter o nível de humidade entre os 40% e 50%, o que pode ser conseguido colocando ou retirando embalagens de sílica na caixa. Não é conveniente reduzir a humidade para níveis extremamente baixos para evitar a secagem da lubrificação própria das lentes.
Ao fim de algum tempo a sílica pode saturar - notarão quando os níveis de humidade indicados no higrómetro começarem a subir - mas bastará colocar as embalagens durante cerca de 30 segundos no microondas e depois ao ar para a humidade evaporar (de notar que deverá ser ao ar livre e se deve evitar respirar os vapores). Será necessário repetir este processo 4 ou 5 vezes para ela perder a humidade absorvida e voltar ao seu estado de absorção inicial e assim poder ser usada durante muitos anos.
[por André Henriques]
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