
Quem me conhece sabe bem que sou um "fanático" da iluminação.
Não me refiro a ter a potência de iluminação de um estádio dentro de casa, mas sim a iluminação ambiente agradável e - há que admiti-lo - que dê um pouco de "espectáculo". :)
Se havia algo que me fazia alguma confusão nas casas de "luxo" que conhecia, era a quantidade de interruptores que se encontrava em cada corredor, quartos e salas.
Digam-me o que disserem, não acredito que alguém se consiga entender quando confrontado com um painel com oito interruptores, o que dará origem a um bateria de testes de "acende-apaga" até dar com as luzes pretendidas.
No aspecto da automação das luzes com sensores, desde o início que decidi simplificar ao máximo: Onde é que a iluminação "automática" faz mais sentido?
- Nas salas, é sempre complicado - pode haver movimento, pode não haver, pode estar-se numa festa ou a ver um filme - tudo situações diferentes que exigem tratamento diferentes.
- Nas casas de banho, torna-se mais simples - quase sempre é iluminação temporária, que pode ser apagada automaticamente ao fim de algum tempo de inactivadade (salvaguardando o caso de quem gostar de passar algum tempo lá sentado a por a leitura em dia! Ehehe.)
- Nos corredores e escadas... sem dúvida! Aí está a aplicação perfeita para iluminação automática sem qualquer "contra".
Visto isto, solicitei as devidas alterações na fase do projecto da casa, para que toda a iluminação nos corredores e escadas fosse então controlada por sensores de movimento, dispensando todos os interruptores "visíveis".
(Isto não invalida que possa continuar a comandar as luzes manualmente/remotamente via X10.)
Assim, posso entrar em casa carregado de compras que as luzes acender-se-ão ao longo do caminho (se necessário - uma vez que cada módulo tem um sensor de luminosidade). Subir e descer as escadas dispensa também o uso de interruptores. E obviamente, acabaram-se os
esquecimentos, que deixariam as luzes acesas por periodos intermináveis de tempo.
Mas... isto por si só não seria motivo para um
post. Então... qual o
segredo?
O segredo está nos detalhes.
Uma das coisas mais irritantes na iluminação automática é quando, por algum motivo, se fica parado num corredor (por ex. a falar com alguém) e a luz subitamente se apaga, originando o tradicional "
bater de asas abanar de braços".
Ora isto não era coisa que eu estava disposto a aturar, e procurei resolver da melhor forma.
(Algo que só foi possível quando encontrei os tais módulos X10 programáveis
à medida.)
Para resolver a questão do desligar abrupto, implementei um fade out longo, que vai baixando a intensidade muito lentamente ao longo de 1 minuto. Isso permite que se note a quebra de luminosidade antes que fique completamente escuro, e movimentando-se, a iluminacao volta ao nivel "normal" com um fade in rápido.
A outra questão tem a ver com a actividade nocturna. Quem se levantar à 01h da manhã para ir buscar algo à cozinha, ou passar em qualquer sítio com a iluminação automática, arrisca-se a levar com toda aquela iluminação nos olhos - complicando o acto de voltar a adormecer sossegado.
Portanto, implementei um modo nocturno que, quando activado (normalmente por uma macro "modo nocturno",) limita a intensidade de todos esses módulos a apenas 40% da intensidade.
Os fade in/outs continuam a ser usados, mas o limite de luminosidade máxima fica limitado a um valor programado.
Obviamente, há muito mais que se pode fazer: se alguém tocar à campainha durante o modo nocturno, podemos fazer com que os niveis voltam à potencia máxima... ou em caso de alarme... as possibilidades são infinitas.