quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O Custo escondido da Alta-Definição

Hoje em dia, toda a gente quer uma TV de Alta-Definição. LCDs, Plasmas, Projectores e Retroprojectores, todos eles são uma tentação para os consumidores, oferendo com uma qualidade de imagem sem precedentes.

Mas, se esquecermos a sua qualidade de imagem superior por uns momentos e ignorarmos o seu custo de aquisição... quanto é que isto vos vai custar ao fim do ano?

Foi isso mesmo que a CNET fez, analisando os consumos eléctricos de dezenas de TVs HD, em funcionamento e em standby.

Nem sei como é possível haverem TVs que gastam mais de 70 Watts em standby! É verdadeiramente criminoso.
Isso significa que para uma TV com as mesmas dimensões, haja modelos a gastar $36 dólares de electricidade por ano, enquanto outras gastam mais de $220!

Mas com a "inteligência" certa em vossa casa, facilmente detectam e resolvem estes atentados.

Com uns módulos de controlo, podem desligar totalmente a electricidade ao vosso equipamento audiovisual, ligando-o apenas quando é necessário.
(Ou mesmo sem módulos nenhuns, utilizem tomadas/extensões com interruptor e cortem o "mal" pela raiz.)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Bwired.nl - Como todas as Casas deveriam ser

Para quem pensar que acender e apagar umas luzes, e subir e baixar uns estores é tudo o que se pode esperar da Domótica; deixo-vos a prova de que isso é apenas o início.

Vejam o caso (casa) deste holandês: Bwired

Foi ao visitar o site dele que fiquei com muitas das ideias que pretendo implementar em minha casa - não chegando no entanto ao extremo de contar as vezes que a tampa da sanita foi levantada! :)

Desde o controlo da electricidade, água, gás, temperaturas, telefone, até às câmaras de vídeo que permitem ver em tempo real o que se passa em casa (mantendo um arquivo das últimas pessoas que estiveram à porta - e até do carteiro!) este é o exemplo perfeito de tudo o que se pode fazer com um pouco de imaginação.


A mim, imaginação não me falta... o orçamento é que não me permite fazer tudo de uma só vez! :)

domingo, 25 de novembro de 2007

A Domótica na Época Natalícia

Eu não iria tão longe, mas... há sempre alguém disposto a mostrar o que se pode fazer com as novas tecnologias.

Vejam o caso do LightControl um site onde um ilustre desconhecido permite que todo o Mundo controle as luzes de sua casa, via web.

A não ser que sejam fanáticos por acender e apagar luzes e tencionem ficar horas naquela página, podem/devem ir à página onde ele explica como o faz que é mais interessante. :)

Acho que não haverá por aqui muita gente interessada em deixar que todos os internautas controlem a sua casa, mas... é sempre uma forma interessante de mostrar o que é possível fazer.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

X10 - Os Prós e Contras

Felizmente há leitores atentos, e que bem fizeram em me relembrar que eu tinha prometido explicar o porquê da minha decisão de usar o X10. :)

Em primeiro lugar, convém deixar bem claro que não sou apologista de nenhuma tecnologia em particular, nem quero com isto dizer que "esta-ou-aquela" é a mais adequada para todos os casos.

Cada caso é um caso, e eu vou falar unicamente sobre o meu caso em concreto.

[Ver mais posts relacionados com X10]

Ora bem, então comecemos:

O X10 é uma tecnologia que utiliza a rede eléctrica como canal de comunicação entre os diversos elementos "domóticos". Significa isto que, ligando um pequeno módulo numa qualquer tomada de sua casa, pode controlá-lo remotamente, através de um comando remoto, computador, etc. sem necessitar de nenhuma alteração à sua infraestrutura eléctrica (dispensando a necessidade de novos cabos de comunicação pela casa toda).

A ideia não é nova, e a prova é que o X10 foi concebido em 1975, não sendo portanto uma tecnologia recente - e que por isso mesmo também tem bastantes limitações inerentes à sua idade.

Obviamente há novas tecnologias, KNX, Insteon, LonWorks, HomePlug,que também podem usar a rede eléctrica; no entanto o X10 continua a ser um dos mais usados (e também tem a vantagem de ter um custo bastante mais reduzido).


No meu caso, não estava disposto a usar cabos separados para a automação, pelo que fiquei logo restringido a duas opções: rede eléctrica ou comunicação wireless (sem fios).

Como eu já andava interessado nisto desde há muito tempo, o X10 sempre foi a minha primeira hipótese (foi a primeira que descobri - e na altura, a única). No entanto, todos os rumores que ouvia sobre os problemas que muitas pessoas tinham com aquilo, em nada me inspiravam uma grande confiança.

O problema é que a rede eléctrica não é um meio de comunicação perfeito - e como tal, a fiabilidade do sistema tanto era boa, como aceitável, como má, dependendo da pessoa com quem falasse. Isto deve-se a que, originalmente o X10 era um protocolo uni-direccional: um comando mandava um módulo ligar-se, e esperava-se que esse comando tivesse chegado ao módulo de destino - não havendo no entanto qualquer garantia que isso acontecesse.

Como não tinha pressa... fui esperando. Os rumores dos módulos X10 bi-direccionais, das tecnologias wireless (como o ZigBee), etc. fizeram com que fosse adiando o início do projecto.


Finalmente, com os nóvos módulos X10 europeus, anunciando melhor fiabilidade e capacidades de comunicação bi-direccional, decidi então arriscar. Encomendei uns poucos módulos "sortidos": um para controlar os estores, um para aparelhos, dois para lâmpadas, etc.

Com tudo o que de bom e de mau me diziam sobre o X10, não havia nada a fazer senão testá-lo na minha própria casa. Como vivo num duplex e estava preocupado com a fiabilidade de um extremo da casa para o outro, instalei módulos nas tomadas de circuitos eléctricos o mais afastados possíveis, e preparei-me para ver se funcionavam...

Surpreendentemente, tudo funcionou sem qualquer problema. Ufa... que alívio!


Mas - calma - muitos dos problemas dos X10 só ocorrem quando se têm muitos módulos instalados, ou quando certos aparelhos estão ligados ou em carga. Aparelhos como compressores (frigoríficos), UPS's e outros que tais, são conhecidos por aniquilar a comunicação X10 nas suas imediações. No meu caso, apenas necessitei de instalar um filtro na tomada onde tenho a UPS do meu PC, para que todas as tomadas da casa recebessem o sinal X10 sem qualquer problema.

Tendo comprado mais meia dúzia de módulos (para os estores eléctricos) fiquei novamente surpreendido por tudo funcionar sem hesitações nem atropelos - pelo que a minha conclusão relativamente ao X10 foi francamente positiva.


No entanto, tenho que salientar que - estando consciente dos seus pontos fracos - também faço os possíveis por evitá-los. É por esse motivo que tenho os sensores de movimento num circuito à parte, para não saturar a linha com sinais de "movimento" X10 que possam interferir com outras comunicações.


No caso dos módulos bi-direccionais, este problema é ainda mais reduzido (inexistente), uma vez que passa a haver confirmação de que a comunicação foi bem sucedida.


Outra das minhas grandes preocupações dizia respeito à iluminação "cénica".

Eu sou um fanático da iluminação, adorando transições lentas entre o "on" o "off", quando preparo a sala para o modo "cinema" - ou quando um corredor deixa de detectar movimento. Ora, num sistema X10 normal, fazer estas transições causaria uma inundação de instruções "dim" na rede eléctrica - impedindo qualquer outra comunicação que ocorresse nesse espaço de tempo.

Felizmente, também esse problema foi resolvido. Havia um módulo X10 americano que permitia esse controlo, enviando um só comando (do tipo, faz "fade para 10% da luminosidade, demorando 30seg") - no entanto, aparentemente nunca foi adaptado para a Europa. Mas mais uma vez, graças à internet, encontrei um colega holandês que tinha criado os seus próprio módulos X10, e que sendo facilmente programados me permitiram recriar essa funcionalidade à minha medida. (Sendo esta uma dos outras vantagens do X10, permitindo a sua fácil implementação por qualquer pessoa com alguns conhecimentos de electrónica)


À medida que a tecnologia avança e os protocolos mais recentes e fiáveis fiquem mais acessíveis, sem dúvida que o X10 se tornará cada vez menos usado - mas por agora, continua a ser a solução de mais baixo custo e que funciona perfeitamente quando usado com o devido cuidado.


Actualização: se queres ficar a conhecer o que são os "house codes" e "unit codes" não deixes de ler o este artigo sobre o sistema de endereços utilizado pelo X10

[Ver mais posts relacionados com X10]

X10 - Os Prós e Contras

Este artigo foi re-publicado no seguinte endereço:



X10 - Os Prós e Contras





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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Controlo energético: Sabe quanta electricidade gasta?

No seguimento do meu post inicial, e a pedido de "várias famílias", vou então explicar como implementei o sistema de medição e controlo da electricidade consumida em casa.

Na realidade, esta foi a primeira coisa por onde comecei, uma vez que se trata de um sistema simples e autónomo, mas que permite ir acrescentando funcionalidades - tais como a monitorização das temperaturas e humidades.

Eu sou o tipo de pessoa que se preocupa com a eficiência de todos os aparelhos eléctricos que tenho em casa. Por norma, já dava comigo a medir a electricidade gasta pelos aparelhos em stand-by, em funcionamento normal, em carga, etc. usando um daquele módulos baratuchos de encaixar na tomada e que indica o consumo instantâneo.
Ora, obviamente que isso não me chegava; eu queria saber os consumos de toda a casa, e manter esses dados guardados ao longo do tempo para posterior análise.

Vários anos se passaram...

De vez em quando, dava com vários kits electrónicos de medição dos consumos - normalmente baseados em contadores aplicados no tradicional quadro eléctrico. Mas todas essas soluções me pareciam pouco práticas ou demasiado trabalhosas, até que...

Encontrei os módulos RFXCOM.





Eles tinham mesmo aquilo que eu precisava. Um módulo sensor colocado nos cabos eléctricos à entrada da habitação (que pode ser facilmente aplicado sem ser necessário ligar/desligar os mesmos) e que transmite os dados via rádio para um receptor RF ligado a um PC.

Simples e eficaz (barato, nem por isso, mas uma vez que é um investimento a longo prazo...)

Parecia-me a solução ideal porque o mesmo receptor podia ser usado para receber comandos X-10, as emissões dos módulos Oregon Scientific (temperatura, humidade, etc), assim como de outros protocolos.

Depois de alguns emails trocados com eles, lá me decidi a começar a aventura: encomendando um RFXmeter e um RFX receiver.

Os módulos são fornecidos com um programa "básico" (e com o source code) demonstrando como processar as informações recebidas via RF. Após uns dias de trabalho comecei a ter algo mais interessante e útil, guardando as informações do consumo eléctrico numa base de dados, e mostrando os consumos de forma gráfica.




Esta era o aspecto de uma das primeira versões.

E que fazer com tudo isto, perguntam vocês?

Há casos de pessoas que descobriram consumos "fantasma" em suas casa, de aparelhos que mesmo em standby, gastam dezenas de watts que pesam na factura mensal.

No meu caso, não consegui poupar mais - uma vez que eu já tinha consciência desses consumos.
Os únicos aparelhos (de relevo) ligados a tempo inteiro são: o frigorífico (de classe A+) e que gasta surpreendentemente pouco, e dois PCs (um dedicado ao controlo da casa, o outro sendo o meu computador principal a que acedo remotamente sempre que for necessário)

Isto reflecte-se num consumo base de cerca de 300Wh com a casa "vazia".
Obviamente, com a presença de pessoas: luzes, TV, micro-ondas, etc.; os gráficos rapidamente se alteram.

De qualquer forma, é sempre útil ter uma ideia clara dos hábitos diários e semanais - sendo facilmente perceptível qualquer situação fora do normal:
Um certo dia, ao aceder remotamente ao computador de casa reparei que o consumo estava anormalmente elevado - havia algo que ficara ligado. Rapidamente dei um salto a casa (vantagens de morar perto do trabalho) e vi que o ferro de engomar tinha ficado ligado! Ufa!

Em vez de ter dado com o "problema" por sorte, poderia muito bem ter definido níveis de alarme, fazendo com que a casa me enviasse um email sempre que algo de anormal se passasse (algo que irei implementar numa próxima versão).

No que respeita à domótica, as possibilidades são apenas limitadas pela vossa imaginação.

[actualização]
Para quem não quiser gastar muito dinheiro, pode espreitar estes módulos de baixo custo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Conforto: histórico da temperatura ambiente

Uma das preocupações principais em quem se interessa pela domótica (casas inteligentes) é o conforto.

No que respeita a optimizar o funcionamento do ar condicionado, aquecimento central, termoventiladores, radiadores, ou qualquer outro método de climatização, o "cérebro" da casa pode ajudar de forma bem mais inteligente que um temporizador ou um termostato.

No meu caso, não tendo ainda optado pela instalação de um sistema de ar condicionado, prefiri fazer uma análise às temperaturas que tenho nas várias divisões - por forma a melhor determinar as necessidades.

Para tal, e visto que já tinha um receptor RF compatível instalado no PC central (para fazer o controlo do consumo eléctrico), optei por usar 4 módulos com sensor de temperatura e humidade da Oregon Scientific, modelo THGR228N:



Isto permite-me manter um registo das temperaturas e humidades em várias partes da casa: quartos, salas, escritório.

Inicialmente fiquei surpreendido positivamente pela oscilação reduzida das temperaturas ao longo do dia - sinal que o apartamento está bem isolado termicamente. Mesmo nos dias com grandes oscilações exteriores de temperatura, a minha casa não passa dos 2-3ºC de variação interna. (Pensava que iria haver uma diferença muito maior.)


O gráfico superior mostra a variação de temperatura e humidade dos 4 sensores ao longo de um dia (sobrepostos às temperaturas dos dias anteriores). A escala vertical é de 5ºC por divisão.
A partir das 19h pode ver-se claramente um pico que elevou a temperatura acima dos 20ºC - quando liguei o aquecimento ontem no quarto e na sala.

O gráfico de baixo, mostra as temperaturas e humidades ao longo dos últimos 24 dias - vendo-se a tendência de descida de temperatura dos últimos 10 dias, passando de temperaturas médias de 22ºC para cerca de 18ºC.


Com todos estes dados torna-se muito mais simples avaliar as necessidades de climatização de uma casa, e ter um muito maior controlo sobre a sua aplicação e eficiência.


Da próxima vez explicarei como fiz o mesmo, para a análise e monitorização do consumo eléctrico.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Planeamento e considerações

Todos nós já ficamos fascinados ao ver soluções de automação em mansões de milhões de euros. No entanto, para a maioria de nós, o orçamento que podemos reservar para os nossos lares é bem mais reduzido - mas mesmo com uma centena de euros é possível fazer milagres.

No meu caso, há muitos anos que venho a "digerir" a ideia na minha cabeça: as coisas que gostaria de ter, as coisas que estão fora de questão, as coisas possíveis.

Felizmente, na maior parte dos casos, é possível implementar um casa inteligente de forma faseada (sendo também bastante mais agradável do que pagar a factura total de uma só vez). No entanto, esta é uma solução que obriga a alguma bricolage, sendo necessário perceber em detalhe aquilo que se pretende. Se preferir uma solução pronta-a-usar, é melhor contratar os serviços de uma empresa especializada.

Na minha casa, separei as tarefas a realizar da seguinte forma:
  1. automatizar os estores (concluído)
  2. automatizar as luzes (parcialmente feito)
  3. sistema de alarme "avançado" (por fazer)
  4. home theater (parcialmente)
  5. controlo energético (concluído)
Como referi no post anterior, a questão dos estores era essencial, porque era uma "chatice" diária que tinha que resolver quanto antes.

A parte das luzes, está semi-resolvida. Tenho sensores de movimento por toda a parte, não precisando preocupar-me com acender/apagar luzes em nenhum dos corredores, escadas e halls.
Embora pretenda automatizar bastante mais, estou um pouco indeciso quanto à direcção a tomar: lâmpadas incadescentes, de halogéneo, fluorescentes de alta-frequência, LEDs?
Tenho estado a estudar a opção da iluminação por LEDs, mas é um mercado que apenas agora começa a aparecer, e como tal... tem que se avançar com precaução.

A segurança é outro dos factores a ter em conta, e pretendo ter um sistema que me avise por SMS/Email em caso de alarme, assim como manter um registo fotográfico/vídeo de toda a gente que passe na minha porta.

A parte do Home Theater... tem o essencial. Um retroprojector Sony de 50" ligado a um PC Media Center por DVI, permitindo-me disfrutar de filmes e séries de TV em alta-definição (720p). O sistema de som é um pouco especial: um amplificador AV Onkyo ligado a duas colunas frontais Rogers, duas colunas surround KEF, subwoofer da KEF, e uma coluna central Sony (que pretendo substituir assim que haja vaga no orçamento). Obviamente, como o "poiso" também é importante - tenho também duas poltronas reclináveis (e com massagem :) para suportar as horas passadas em frente ao TV de forma mais comfortável.

A parte que falta diz respeito à automação da iluminação da sala, estando condicionada pelo que disse anteriormente a respeito da iluminação. De momento uso apenas um dimmer para controlar a luz por trás do televisor (que ver TV numa sala completamente às escuras não é para mim).

Por último, como as preocupações ambientais estão na ordem do dia - e como não pretendo pagar à EDP um cêntimo a mais do que o necessário. Tenho um sistema de análise do consumo eléctrico instantâneo de toda a casa, permitindo-me ver se algo anormal se passa. Se algum aparelho sair da gama normal de consumo eléctrico, é facilmente detectável.
Se todos os outros sistemas falharem, é possível detectar alguem em casa através do consumo extra das lâmpadas acesas.

As possibilidades numa casa inteligente são infinitas... basta que deixem a vossa imaginação apontar-vos o caminho.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O primeiro passo: Estores eléctricos

Embora seja um interessado sobre a domótica há muitos anos (provavelmente desde que vi o filme "Electric Dreams" em 1984 :) - só recentemente comecei a concretizar o meu sonho.

Há mais de 15 anos que eu já andava a investigar as transformações caseiras de módulos americanos X10, para que funcionassem nos 220V/50Hz portugueses, mas felizmente que já não é necessário nada disso. Há modulos X10 europeus, de qualidade bem superior às dos "originais" X10.

Já que tinha que começar, comecei pelas coisas mais chatas e rotineiras que tinha que fazer diariamente - mais concretamente o abrir e fechar dos estores eléctricos.

Durante a construção do apartamento tinha pedido que me fizessem um circuito eléctrico independente para os estores - isso, e uma segunda caixa na parede para um quadro eléctrico opcional.
A minha ideia era usar o espaço para guardar quaisquer tralhas e aparelhos eléctricos que fossem necessários perto do quadro, além de uma UPS para garantir que os estores pudessem ser usados se por qualquer motivo faltasse a electricidade (sim, sou meio paranóico :)
No entanto, tal acabou por não ser necessário (mas mais vale prevenir que remediar, não?)

Ora, isto dos estores eléctricos é muito bonito, mas na prática tem algumas desvantagens.
Enquanto subir e descer um estore com "fita" pode ser feito em poucos segundos, um estore eléctrico pode demorar mais de dez segundos a abrir/fechar totalmente. Ora façam as contas: se tiverem que fechar meia dúzia de estores por dia, entre andar pra trás e pra frente e ficar a carregar em botões, são uns minutos completamente desperdiçados.
Mesmo no caso que se tenham botões de "estado" em vez de botões de pressão, continua a ser necessário fazer a ronda à casa, carregandos nos interruptores respectivos.


Embora tenha adiado a automação dos mesmos por estar à espera do ZigBee, fartei-me de esperar e mandei vir uns micro módulos X10 para testar.
Mais tarde (noutro post) falarei dessa opção em pormenor - o que me levou a escolher esta tecnologia, as vantagens, desvantagens, etc.

Conclusão, em pouco minutos instalei os micro-módulos atrás dos interruptores habituais, e eis que agora todos os meus estores podem ser comandados quer através dos interruptores antigos, quer através do computador, comando à distância, telemóvel, internet, ou qualquer outra forma que vos passe pela cabeça.





Como ainda ando em desenvolvimento de um programa específico para o meu uso pessoal, apenas tenho usado umas funções básicas de controle dos mesmos, nomeadamente: o seu fecho automático assim que escurece, e abertura automática na hora de acordar (exceptuando os fins-de-semana).


Tenho ainda definido as macros para "fechar/abrir" todos os estores, que usava de início - mas isso ainda me obrigava a carregar num botão todos os dias e... se a casa é suposto ser inteligente, porque não deixá-la fazer isso também? ;)


Portanto, agora raramente tenho que me preocupar com os estores, podendo ficar com mais uns minutos livres por dia, para me dedicar às restantes tarefas neste projecto sem fim à vista que é: tornar a minha casa ainda mais inteligente.

[Update]
Para quem estiver preocupado com a falta de electricidade, pode considerar a utilização de um circuito de alimentação de emergência com uma UPS para os estores .

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O início

Dou início a este blog, para dar a conhecer o estado da domótica em Portugal - assim como as minhas aventuras e desventuras durante o projecto em contínuo que é a minha casa.

Falando sobre todas as tecnologias relevantes, do clássico X-10 aos mais recentes Z-wave e Zigbee, passando por protocolos como o Insteon e o LonWorks - procurarei dar a conhecer, e aconselhar (dentro do possível) todos os que se interessam por este fascinante mundo que é a Domótica : Casas Inteligentes.